Pesquisa Capgemini: Setor Industrial deseja alavancar a revolução 5G, mas as barreiras permanecem

O setor industrial está adotando a conectividade 5G

A maioria das empresas do setor manufatureiro planeja implementar redes 5G proprietárias dentro de 2 anos
Paris, 3 de setembro de 2019 – O setor industrial está adotando a conectividade 5G como um facilitador primário da transformação digital e planeja implementar a tecnologia até 2021. Isso está estimulando o interesse em licenças privadas, algo que quase metade (47%) das grandes empresas industriais pretende solicitar, de acordo com as recentes conclusões de estudo da Capgemini Research Institute.

O estudo “5G in Industrial Operations: How Telcos and Industrial Companies Stand to Benefit” constatou que o 5G é considerado um catalisador da transformação digital e que as companhias do segmento de manufatura esperam que a tecnologia entregue operações mais seguras e eficientes.

As principais conclusões do estudo, que entrevistou mais de 800 executivos de empresas industriais e 150 executivos de telecomunicações em 12 países aponta:

O 5G é fundamental para a transformação digital: quando os executivos das empresas industriais foram questionados sobre quais tecnologias serão mais essenciais para sua transformação digital nos próximos 5 anos, 75% mencionaram o 5G como um facilitador importante, com a computação em nuvem (84%) em segundo lugar, na frente de outras inovações tecnológicas como automação avançada e Inteligência Artificial/Machine Learning. O setor das indústrias acredita que a versatilidade, flexibilidade e confiabilidade da 5G ajudarão a enfrentar os desafios de conectividade, um fator limitante à transformação digital para 44% dos pesquisados, e a impulsionar futuros cases de utilização.

As empresas industriais desejam avançar rapidamente para implementar o 5G: existe uma confiança generalizada no potencial do 5G, com quase dois terços das empresas industriais (65%) planejando implementá-lo nos primeiros 2 anos de disponibilidade. Em países como a Itália (35%), França (30%) e Canadá (27%), mais de um quarto pretende usar 5G no primeiro ano, enquanto 75% das empresas industriais no Reino Unido e Itália, 69% na Espanha e 68% nos Estados Unidos e na Noruega planejam começar nos primeiros 2 anos. É provável que os maiores fabricantes implementem o 5G primeiro em comparação com o mercado industrial em geral: 74% com receita anual acima de US$ 10 bilhões esperam fazê-lo nos próximos 2 anos, em comparação com 57% com receita entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão.

Um terço (33%) das empresas industriais planeja solicitar sua própria licença 5G e as grandes organizações lideram ainda mais, com 47% de interesse. Isso é alimentado pelo desejo de maior autonomia e segurança, combinado com preocupações sobre as operadoras de telecomunicações serem muito lentas na implementação de redes públicas 5G. No entanto, haverá barreiras regulatórias que diferem de país para país.

Gunther May, Head de tecnologia e inovação e das unidades de negócios de automação e eletrificação da Bosch Rexroth AG, afirmou: “Como fornecedor de soluções e fabricante, estamos monitorando de perto o cenário 5G e acreditamos que há vários benefícios em manter nossa própria licença. Isso nos permitiria ter controle total de nossa estratégia 5G, dando-nos a liberdade de implementar a rede sozinha ou com um operador de telecomunicações”.

As vantagens operacionais e de segurança impulsionarão a adoção do 5G: quando perguntados sobre o motivo comercial de investir no 5G, mais da metade citou operações mais seguras (54%) e eficiência das operações/economia de custos (52%), com a expectativa de que o 5G ajude a ativar ou aprimorar cases de utilização, especialmente em tempo real, edge analytics, vigilância por vídeo, controle remoto da produção distribuída, habilitação para Inteligência Artificial ou movimentos por controle remoto, operações remotas por meio de Realidade Aumentada e Realidade Virtual etc.

As empresas industriais pagarão mais por serviços premium: apesar das incertezas quanto à velocidade da implementação, os fabricantes já estão dispostos a pagar uma taxa premium pela conectividade 5G aprimorada. Com 72% das empresas industriais podendo pagar mais pelo aumento da velocidade da banda larga móvel e pelo aumento da capacidade, mas apenas 54% das operadoras de telecomunicações acreditam que há apetite por isso. Isso representa uma oportunidade para as operadoras de telecomunicações considerarem como poderão construir um modelo de negócios 5G altamente lucrativo.

Pierre Fortier, consultor principal de telecomunicações, mídia e tecnologia da Capgemini Invent comentou: “esta pesquisa deixa claro que as empresas industriais estão confiantes sobre os benefícios do 5G antes mesmo da sua chegada ao mercado. Isso quer dizer que o 5G é uma tecnologia emergente e haverá muitos desafios a serem superados antes de estar pronto para ser implementado em escala. A coinovação entre empresas industriais e o ecossistema de telecomunicações, na forma de pilotos e plataformas abertas de experimentação, será essencial para criar modelos de negócios, serviços e operação nos quais todos saem ganhando, que promoverão a adoção do 5G”.

A metodologia da pesquisa conduzida pelo Capgemini Research Institute, com especialistas do Capgemini Invent, consta de uma pesquisa primária com mais de 800 executivos de empresas industriais. Os entrevistados foram baseados em 12 países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Noruega, Reino Unido e Suécia e em uma dúzia de subsetores como: Aeroespacial & Defesa, Operadores de Aeroportos e Ferrovias, Automobilístico, Químico, Produtos de Consumo, Energia e Serviços Públicos, Máquinas Industriais, Logística, Dispositivos Médicos, Farmácia e Ciências da vida e Manufatura de semicondutores e alta tecnologia. O Instituto também realizou uma pesquisa com 150 executivos de telecomunicações desses 12 países e também concluiu com mais de 20 entrevistas individuais com executivos do setor e de telecomunicações.